top of page

Escola Bíblica... Dominical.


Desde o ano de 1873, quando Robert Reikes começou a reunir crianças nas manhãs de domingo para lhes ensinar a Bíblia e um pouco de gramática da língua inglesa, o papel que a EBD tem desempenhado na formação de gerações e gerações de servos de Deus não pode ser dimensionado ou simplesmente descrito em palavras. São tantos os que através dela chegaram ao conhecimento de Cristo ou tiveram os fundamentos de sua fé e compreensão dos planos eternos de Deus sendo edificados enquanto ouviam seus dedicados professores a cada domingo. Cada um de nós pode testemunhar os resultados desta bendita instituição em nossas próprias vidas.

Vivemos hoje tempos especialmente difíceis para as igrejas e para os crentes. Tempos dominados pela pressão de uma cultura caótica, onde os absolutos são pouco a pouco substituídos por conceitos etéreos, “que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!” (*) Ventos de doutrina e confusão sopram forte o bastante “de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (**)

 (*) Isaías 5:20   (**) Mateus 24:24

 

É no contexto destes tempos modernos que precisamos parar um pouco para refletir sobre a nossa velha escola bíblica dominical.

Mais que nunca ela precisa ser acima de tudo bíblica. Nenhuma outra literatura ou recurso pode ofuscar a luz que emana das páginas sagradas deste livro eterno. Nenhuma linha de pensamento ou corrente filosófica, nada pode relativizar as suas verdades absolutas.

Mas ela precisa ser mais escola, e para isso, ela talvez não possa mais ser apenas dominical, resumindo-se a apenas uma breve aula de cinquenta minutos no domingo pela manhã. E em todos os outros dias da semana, todos os professores nas escolas e faculdades, tudo que lemos nos jornais e revistas, o que ouvimos no rádio e vemos televisão, nas conversas de nossos colegas no trabalho, as mensagens nos outdoors e nos filmes em cartaz nos cinemas e na TV, todas essas forças se reúnem para negar, diminuir ou no mínimo nos fazer esquecer do que aprendemos ou deveríamos ter aprendido na igreja.

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. (Deuteronômio 7:6-9)

Deste texto bíblico extraímos preciosos ensinamentos acerca do processo pedagógico eficaz:

  • Antes de tudo, não se pode ensinar bem, o que não estiver bem assentado em nossa mente e em nosso coração. Viver o que se ensina é o grande requisito para esta missão.

  • O ensino é um trabalho que requer repetições e revisões para esclarecer, convencer e não deixar esquecer.

  • O ensino requer uma combinação de vários métodos e meios. Precisa ser multimídia: palavras, sinais, textos expostos à porta. Para não deixar esquecer.

A própria Bíblia cuida em nos instruir para que possamos transmitir a mensagem certa da maneira certa.

“Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna-se bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.”  (Habacuque 2:2)

Talvez esse tenha sido o primeiro “out-door” da história. Para alcançar a multidão que passa. Para atrair a atenção de quem passa com pressa. De quem não está interessado na mensagem, mas precisa dela mais que de qualquer outra coisa.

É certo que é Deus quem dá o crescimento, mas Apolo regou a semente que Paulo plantou. Não estaríamos nós nos descuidando do preparo da terra, da sua irrigação, de arrancar ervas daninhas, de cuidar das condições necessárias para que a semente possa crescer?

A EBD deve necessariamente estar comprometida com resultados concretos e passíveis de avaliação e controle. O ensino não é um fim em si mesmo, mas sim o aprendizado. Se os alunos não entendem e assimilam o que lhes é ensinado não houve proveito.

A Bíblia resume toda a história da adolescência e juventude de Jesus em um só verso: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e em graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2:52). Mesmo que não possamos entender completamente o amplo significado deste texto, sobre o Filho de Deus crescendo em sabedoria, isto é, hoje mais sábio que ontem e amanhã mais sábio ainda, temos diante de nós o seu exemplo como um desafio: nós também precisamos crescer.

A Escola Bíblica e seus professores precisam promover o crescimento de seus alunos. O crescimento em conhecimento e sabedoria tem que se expressar em mudança de atitudes e do modo de agir, o que nos faz crescer em graça diante dos homens e também de Deus.

“... o que ensina, esmere-se no fazê-lo.”       (Rm 12:7)

Comentários


Biblia.png
bottom of page